Ao grande amigo reservo-lhe-te o meu abraço
Em saudosos ombros onde conforta espaço
Para dizer a mim das alegrias e fracassos
Para apoiar nele teus anseios e cansaços.
Você bicho como eu, que também sente
Que também sorri, que também mente.
Bicho que também é gente
Que sofre, sente fome e continua crente!
Que deposita sua esperanças em pequenas felicidades.
Que confia a mim suas tristezas repletas de saudades.
Velho, novo amigo.
Estas contigo escondido, um grande nobre coração.
Revela-te ou decifro-te, pelo teu olhar que segue o chão.
Devora-me de alegria, meu saudoso, antigo irmão.
Você deveria continuar escrevendo.
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